Operação Verde Brasil 2 reprime delitos ambientais com foco no desmatamento ilegal

Operação Verde Brasil 2 reprime delitos ambientais com foco no desmatamento ilegal

Os primeiros 15 dias de implementação da Operação Verde Brasil 2 foram avaliados durante videoconferência presidida pelo Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, na quarta-feira (27). A reunião ocorreu a partir da sede da Defesa e reuniu, por meio de chamada de vídeo, representantes das agências envolvidas nas ações e dos três Comandos Conjuntos ativados para operacionalizar a missão.

Azevedo teve a oportunidade de ouvir os representantes das diversas agências envolvidas no processo e avaliar os bons resultados somados na primeira etapa das atividades desenvolvidas. Só em multas, foram aplicados 102 autos de infração, que correspondem a R$ 16 milhões.

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Até o momento, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram inspeção naval em 566 embarcações, das quais 35 foram apreendidas. Nos postos de bloqueio e controle de estradas quase 2.173 vistorias de veículos foram realizadas, retendo 47 caminhões por irregularidades.

Quase 6,4 mil metros cúbicos de madeira ilegal também foram confiscados e apreendidos maquinários pesados utilizados em atividades extrativistas, como tratores de esteira, escavadeiras e máquinas agrícolas.

Entre delitos não relacionados a crimes ambientais, os militares apreenderam 206 quilos de pasta base de cocaína e 123 quilos de maconha. Até o momento, 29 pessoas foram presas.

No momento, o efetivo empregado é de 2.340 homens e mulheres das Forças Armadas, esse total pode chegar a 3,2 mil, destaca o porta-voz da Operação pelo Ministério da Defesa, Almirante Carlos Chagas. O efetivo atua com apoio de 138 viaturas, três navios, 12 embarcações e 12 aeronaves.

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O porta-voz da Operação lembra que “é importante termos atenção que esta operação corre simultaneamente à Operação Covid-19. Nessa última, as Forças Armadas empregam mais de 34 mil militares. É um esforço importante do Ministério da Defesa sempre articulado com as agências governamentais”, reforça.

A segunda Operação Verde Brasil foi implementada pelo Governo Federal a partir do sucesso da edição em 2019, quando em 24 de agosto, foi deflagrada a Garantia da Lei e da Ordem, lembrou o Almirante Carlos Chagas. Ele ainda diz que este ano as atividades começaram mais cedo “exatamente para enfrentar antecipadamente o desmatamento antes que as queimadas ocorram, lembrando que ainda não começou a temporada da seca”, salienta.

O porta-voz sublinha que, com a reunião, foi possível verificar o andamento das ações. “Representantes das agências participantes dividem suas experiências, assim como os Comandos Operacionais, que passam suas experiências locais”, explicou. Ele ainda enfatizou que os números dos primeiros 15 dias de atividades são expressivos.” São resultado da integração entre diversas agências e mostram para a Nação e para o mundo que quem cuida da Amazônia é o Brasil e são os brasileiros”, conclui.

Delitos ambientais

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020, e tem validade para o período de 11 de maio a 10 de junho do corrente ano.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB), em Porto Velho (RO); Comando Conjunto Barão de Melgaço (CCj BM), em Cuiabá (MT); e Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea (CCj MSA), em Belém (PA). Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir de Brasília (DF). Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Por Margareth Lourenço e Tenente Felipe Bueno
Fotos: Alexandre Manfrim

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