Operação Vulcão leva mais de 600 armas apreendidas pela justiça em Sergipe e na Bahia para pré-destruição

Salvador (BA) – Na manhã de 19 de dezembro, a 6ª Região Militar (6ª RM), por meio da Seção de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC), recebeu, na 2ª Companhia de Suprimento (2ª Cia Sup), sediada do município de Alagoinhas (BA), 662 armas apreendidas, sendo 144 no estado de Sergipe e 518 na Bahia, a fim de ser realizada a pré-destruição do armamento.

A atividade contou com a cooperação das Polícias Militares da Bahia e de Sergipe. Após a conferência de cada peça, foi feito, imediatamente, o primeiro procedimento de pré-destruição em prensa hidráulica. A segunda fase foi modificar as propriedades químicas da matéria. O processo será finalizado somente após a destruição total, que está previsto para o início do próximo ano, em uma empresa parceira, sob a supervisão e a fiscalização dos integrantes do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados (SisFPC) da 6ª RM. Na destruição total, as armas pré-destruídas são lançadas à fornalha de cobre de alta temperatura.

“Neste ano, o Exército já destruiu mais de 12.000 armas. Com certeza, houve um aumento de recebimento de armas. A cada semana, a Polícia Militar, principalmente a da Bahia, traz um quantitativo de 500 a 1.000 armas para serem destruídas”, ressaltou o Tenente-Coronel Marcelo Baptista Oliveira da Silva, Chefe da Seção de Fiscalização de Produtos Controlados da 6ª RM.

Tanto essas armas quanto as munições recolhidas, após o fim de processos judiciais, possuem a autorização do Tribunal de Justiça dos respectivos estados para a destruição, conforme estabelecido no Art. 25, da Lei 10.826, de 2003, o “Estatuto do Desarmamento”.

Denominada Operação Vulcão, esta foi a primeira medida do Exército Brasileiro, em âmbito nacional, após a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Comando do Exército Brasileiro (EB), no dia 21 de novembro de 2017, com amparo legal no Decreto nº 8.938, de 21 de dezembro de 2016.

Para o Exército, o Acordo consiste em intensificar o recebimento de armas de fogo que já não são mais úteis aos processos dos Tribunais de Justiça e que não tenham sido destinadas à doação para os órgãos de segurança pública ou para as Forças Armadas, a fim de que sejam destruídas, impedindo que retornem às mãos de pessoas inabilitados ou envolvidos com crimes de toda ordem.

Fonte: Agência Verde-Oliva

(CCOMSEX/FM)

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