Palestra sobre febre amarela esclarece dúvidas dos militares

A febre amarela voltou a ser motivo de preocupação em vários lugares do Brasil, desde o início deste ano, depois que casos da forma silvestre da doença voltaram a ser registrados no país. Em Minas Gerias, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, mais de 80 casos da doença já foram confirmados e 36 pessoas morreram.

Para esclarecer dúvidas sobre a vacina para febre amarela, formas de transmissão da doença, grupos de risco, sintomas e tratamentos, o Esquadrão de Saúde de Barbacena, por meio do centro de Estudos, promoveu, na quarta-feira (02/12), no cinema da EPCAR, uma palestra sobre o tema para militares da guarnição.

O evento foi prestigiado pela Comandante do Esquadrão de Saúde de Barbacena, Ten. Cel. Médica Jacqueline Leite Frade, pelo Comandante Do Corpo de Alunos da EPCAr, Tenente Coronel Av. Gleison Antonio Somensi e pela Subsecretária de Promoção e Ações em Saúde, Rosiany Araújo de Paula.

O palestrante, 1º Tenente Médico Marcelo Henrique de Oliveira, ressaltou que a maneira mais eficaz de se prevenir a Febre Amarela é a vacinação e esclareceu: “uma única dose garante imunidade por toda a vida, não é necessário se vacinar a cada dez anos”.

De acordo com o médico as manifestações iniciais da febre amarela – febre, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos – são muito parecidas com os de outras doenças. “É preciso atenção na hora de se diagnosticar a doença, afinal os sintomas são parecidos como os de outras doenças, como a dengue”, declarou.

O tenente destacou que não há um medicamento antiviral específico para o vírus da febre amarela e que os médicos tratam os sintomas, com analgésicos e antitérmicos. Segundo ele, nos casos mais graves, acompanhados de icterícia, insuficiência hepática e hemorragia, por exemplo, os especialistas só conseguem controlar as complicações em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI). médico apresentou diversos dados estatísticos relacionados à febre amarela e alertou sobre a taxa de letalidade dos casos mais graves que chega a 20%.

Sobre o palestrante

O 1º Tenente Médico Marcelo Henrique de Oliveira é graduado em medicina pela Universidade Federal De Juiz De Fora; especialista em clínica médica pelo Hospital João XXIII, especialista em gastroenterologia pelo Hospital Governador Israel Pinheiro – Ipsemg; membro titular da Federação Brasileira De Gastroenterologia e especialista em hepatologia pela Sociedade Brasileira de Hepatologia. Realizou o Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (CAMAR) e o Curso de Especialização em Medicina Aeroespacial. É professor da Faculdade de Medicina de Barbacena nas disciplinas de Semiologia II e Clínica Médica do Adulto II.

Fotos: 2T Grillo

(CECOMSAER/FM)

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