Parceria entre órgãos do governo e CNI recupera mais de mil respiradores

Parceria entre órgãos do governo e CNI recupera mais de mil respiradores

Exatos 1.016 respiradores foram consertados e devolvidos para instituições de saúde de diversos pontos do Brasil. Os aparelhos, que antes estavam encostados e sem uso, agora voltaram para a linha de frente no combate à Covid-19.

A ação de recuperação de respiradores envolve o Ministério da Defesa, por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), dos Ministérios da Economia e Saúde, além da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O trabalho também envolve diversas indústrias do setor automotivo.

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A missão de recolher os equipamentos avariados teve início na última semana de março. Os aparelhos são encaminhados para 39 pontos de manutenção, espalhados por todas as regiões do País. Mais de 3 mil respiradores já deram entrada nos locais de manutenção.

O primeiro colocado no ranking de aparelhos consertados é São Paulo. Até a segunda-feira (25), 382 respiradores já tinham sido devolvidos para unidades hospitalares do Estado. Na empreitada, além do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/CIMATEC), estão envolvidas sete fábricas do setor automotivo.

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Em segundo lugar, está a Bahia, com 130 equipamentos recuperados pelo Senai e uma indústria automotiva. Os aparelhos voltaram a ser utilizados em hospitais das regiões Norte e Nordeste. Em Minas Gerais, onde o trabalho é desenvolvido pelo Senai e outra indústria do setor automotivo, 125 aparelhos foram entregues para instituições das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Produto ao Alcance de Todos

A Pasta da Defesa também lançou a ação “Produtos ao Alcance de Todos”. Trata-se de plataforma para cadastrar fabricantes e produtos que auxiliam instituições hospitalares no combate à Covid-19. Mais de 461 empresas, localizadas em todas as regiões do País, preencheram o cadastro para oferecer cerca de 820 produtos.

A lista, com todas as informações, é atualizada diariamente e disponibilizada ao Ministério da Saúde, às Forças Armadas, ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). O foco é aproximar o fornecedor do demandante. A ação faz parte da Operação COVID-19.

Os números, alcançados em pouco mais de 60 dias, são resultado de planejamento estruturado, que leva em conta “um conjunto de atividades a serem empreendidas e orientadas pelo Estado”, avalia o Secretário de Produtos de Defesa do MD, Marcos Degaut.

Operação Covid-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate à COVID-19. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia que recebeu o nome de Operação COVID-19.

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As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

Por André Pinto

Fotos: Divulgação Forças Armadas e CNI

(MD ASCOM/FM)

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