Presidente defende a modernização do Mercosul

Presidente defende a modernização do Mercosul

O Presidente Jair Bolsonaro participou, nesta sexta-feira (26), por videoconferência, da Reunião de Cúpula do Mercosul que celebrou o aniversário de 30 anos do bloco. O chefe do Executivo afirmou que a fórmula do Mercosul trouxe bons resultados para os países e também defendeu a modernização do bloco para a recuperação do dinamismo. O Mercosul foi criado a partir da assinatura do Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991.

O Presidente lembrou que, há três décadas, o grupo de países formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai resolveu somar esforços em favor da consolidação de governos democráticos, da ampliação do comércio, do investimento e da cooperação na região. Além da melhor inserção das economias nos mercados internacionais.

“Essa fórmula obteve bons resultados. Consolidamos regimes políticos baseados em eleições diretas e na soberania do povo. A abertura comercial multiplicou o intercâmbio entre nossos países, houve crescimento e ganho em bem-estar de nossas populações. Entretanto, é evidente que o bloco ainda precisa recuperar participação relevante nos fluxos comerciais e econômicos entre os Estados-membros”, ressaltou ao discursar para os presidentes dos países que integram o Mercosul.

E completou: “Defendemos a modernização do bloco, com a atualização da Tarifa Externa Comum como parte central do processo de recuperação de nosso dinamismo”.

Ambiente de negócios

O Presidente Jair Bolsonaro disse que o Governo Brasileiro também considera que há amplo espaço para aprofundar a integração regional a partir da redução de barreiras não-tarifárias e da incorporação de setores ainda à margem do comércio intra-bloco.

Na avaliação do Presidente, no âmbito do Mercosul, é necessário aprimorar as regras que valorizem o ambiente de negócios. “Em respeito à concepção original do Mercosul, precisamos dar exemplo com resultados concretos, com emprego e renda para nossos cidadãos, com apoio a nossos empresários e com mercadorias mais baratas e de qualidade à disposição de todos os consumidores.”

Ampliação das negociações externas

Aos líderes dos países do Mercosul, o chefe do Executivo Brasileiro afirmou que o bloco precisa fazer parte da quarta revolução industrial e ocupar espaço no mundo das grandes correntes econômicas internacionais. “Para isso, devemos redobrar esforços nas negociações externas”, defendeu.

“Queremos rapidez e resultados significativos. Concentramos nosso empenho em atrair investimentos externos que gerem emprego e renda. Desejamos que nossas economias participem cada vez mais das novas cadeias regionais e mundiais de valor, em especial neste momento, quando precisamos superar com urgência os enormes danos causados pela crise sanitária”, frisou.

Covid-19

O Presidente Jair Bolsonaro lembrou o momento delicado que os países enfrentam em razão da Covid-19 e reafirmou o profundo pesar pela perda de vidas causada pela doença.

“Estamos reunidos em momento difícil e repleto de desafios que devemos encarar como uma oportunidade de aprendizado para fortalecer nossa união em torno de princípios elevados como a liberdade e a democracia”, acrescentou.

O Mercosul

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é uma iniciativa de integração regional da América Latina, surgida no contexto da redemocratização e reaproximação dos países da região no fim da década de 80.

Os membros fundadores são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, signatários do Tratado de Assunção, assinado em 26 de março de 1991. Juntos, abrangem, aproximadamente, 67% do território da América do Sul, 62,2% da população sul-americana e 69,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul em 2019.

O Tratado de Assunção, instrumento que fundou o Mercosul estabeleceu um modelo de integração com os objetivos centrais de conformação de um mercado comum – com livre circulação interna de bens, serviços e fatores produtivos -, o estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC) no comércio com terceiros países e a adoção de uma política comercial comum.

As trocas dentro do bloco multiplicaram-se em sete vezes desde a criação, passando de US$ 4,5 bilhões em 1991 para US$ 33,5 bilhões em 2019, levando-se em conta apenas o comércio entre os sócios fundadores.

No decorrer do processo de integração, a agenda do bloco foi ampliada, passando a incluir temas políticos, de direitos humanos, sociais e de cidadania.

(PLANALTO/FM)

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