RIDEX: a indústria de defesa além das fronteiras do quartel

RIDEX: a indústria de defesa além das fronteiras do quartel

Como previsto no Estratégia Nacional de Defesa (END), o reaparelhamento das Forças Armadas prioriza a aquisição de produtos nacionais e, no caso de equipamentos estrangeiros, estabelece a transferência de tecnologia, que visa reduzir a dependência e contribuir para o fortalecimento e autonomia da base industrial brasileira.

Essa capacitação permite que o Brasil seja inserido em novos domínios e aplicações. A realização da 1ª RIDEX e 5ª Mostra BID Brasil reafirma os documentos de defesa, pois se consolida como forma de promover e fomentar a indústria no setor.

O comandante da Marinha do Brasil, o almirante Eduardo Bacellr Leal Ferreira, afirmou que a Força é totalmente ligada à uma boa indústria de defesa, e que a RIDEX ajuda a desenvolver e a gerar negócios que vão permitir que nossas empresas, junto com as demandas das Forças Armadas, se fortaleçam e se desenvolvam. “Isso é essencial. Um país para ser forte tem que ter Forças Armadas e um suporte industrial que garanta sua operacionalidade”, afirmou.

Já pensando na próxima edição, o almirante Rodrigo, vice-presidente da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), realizadora do evento, acredita que os objetivos foram alcançados. “Empresas nacionais estão expondo e trocando informações entre si, e esse é o principal fator que está motivando todos que estão participando desta feira, que deve se repetir em 2020”, disse.

“Isso é essencial. Um país para ser forte tem que ter Forças Armadas e um suporte industrial que garanta sua operacionalidade”, comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira.

Chefe do Escritório de Projetos Estratégicos do Exército, o general Neiva, explica que o aporte governamental é indispensável para o setor, mas é a sinergia entre os atores que garantem o sucesso. “É um modelo mundial de parceria que envolve o governo como grande comprador dessa área, a base industrial de defesa, e a própria Academia. Uma feira como essa é uma ocasião de articulação entre esses três atores. Nós, como grandes demandadores; a indústria, que se apresenta para atender nossa demanda; e a Academia, que levanta quais são as áreas necessárias para pesquisas e desenvolvimento traz seu aporte também. É o grande fórum de articulação desses três elementos”, explicou.

Empresas Nacionais e Estrangeiras

Além do governo, empresas nacionais e estrangeiras garantiram presença em um dos quase 100 estandes. Entre as empresas participantes, está a Helibrás, parceira do Ministério da Defesa no projeto HXBR, que deverá capacitar a indústria aeroespacial brasileira na tecnologia necessária para desenvolver e produzir helicópteros.

 

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Richard Marelli, presidente da empresa, conta que além de um sucesso técnico, o projeto é também um sucesso humano. “Já entregamos 30 helicópteros, faltam 20. Esse ano, mais quatro ou cinco deverão ser entregues. Estamos na reta final da qualificação do BRA5, que é o nosso helicóptero mais bem equipado da Marinha. Faltam algumas coisas, mas temos confiança absoluta que logo vamos receber essa qualificação e entregar essa aeronave maravilhosa, que é um orgulho para Brasil, para as Forças Armadas e para minha empresa”, ressaltou.

 

Uso dual

Em franco crescimento, a Base Industrial de Defesa gera hoje 60 mil empregos diretos, 240 mil indiretos, representa 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e 4,7 milhões em exportação. Ainda que boa parte da população não saiba, está cada dia mais presente em nossas vidas. Celulares, GPS, microondas, a Internet e muitos outros produtos, foram inicialmente desenvolvidos para uso militar, mas há muito tempo já fazem parte do nosso cotidiano. Isso é o chamado uso dual.

O brigadeiro Aguiar, presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), esclareceu que, desde o início, houve uma determinação para que o projeto atendesse o público civil e militar. “Na hora que a gente embarca para o projeto dual, a gente impulsiona nossa indústria, nossas universidades, só temos a ganhar. E vamos continuar com a mesma qualidade, ou com até melhor. Mas o País precisa entender que é preciso se juntar. Se unirmos esforço é mais que dois”, afirmou.

“Na hora que a gente embarca para o projeto dual, a gente impulsiona nossa indústria, nossas universidades, só temos a ganhar”, brigadeiro Aguiar

Parceira da Força Aérea Brasileira, em projetos como o Gripen e o KC-390, a Embraer também estava presente na RIDEX. “Aqui nessa feira a gente pode saber o que o mercado está oferecendo. E mercado sempre tem inovações, quer seja de produtos, de modelos de negócio ou de visões estratégicas. Quando se tem uma feira dessas, é possível reunir quem está procurando, quem está oferecendo para conseguir achar caminhos que vão levar à competitividade, por meio da parceria, que garante o melhor de cada empresa na oferta para o cliente final”, ressaltou o vice-presidente comercial da empresa, Fernando Ribeiro de Queiroz.

(MD Ascom/ FM)

Fotos: Tereza Sobreira/MD

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