Sargento Paparella se despede do Brasil

Esportista volta para a casa depois de conquistar o sétimo lugar na Olimpíada

A Sargento Flávia Paparella – dona do melhor índice brasileiro na prova de ciclismo de estrada – embarcou nesta quinta-feira (11) para os Estados Unidos. A atleta da Força Aérea Brasileira conquistou o sétimo lugar na prova olímpica, no último domingo (08). Ela volta pra casa, em Denver – Colorado (EUA) para seguir a rotina de treinos. “Preciso me preparar para o calendário de provas europeu”, justifica acompanhada da mãe, Rosália Oliveira, que aproveitou para se despedir da filha no aeroporto. Para ela, há muito que se comemorar. “Depois desse desempenho e dessa corrida maravilhosa, desse sétimo lugar que pra gente foi ouro. Valeu muito”, afirma emocionada.

A militar tem 1,56 metros e 46 quilos. Por isso, utiliza uma bicicleta com um quadro de tamanho 44, o menor para adultos. Segundo ela, foi fundamental ter uma bicicleta que se adaptasse ao tamanho dela e oferecesse uma melhor performance nos treinos e provas.

O tamanho da atleta não comprometeu o resultado na prova. A sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) ficou apenas 20 segundos das medalhistas da prova olímpica. “Foi sofrido, ralado e chegamos pertinho de uma possibilidade de pódio. Mas estou muito contente e satisfeita com o trabalho”, comemora.A ciclista concluiu o percurso de 145 km cheio de subidas e descidas. Todo o trajeto foi concluído em 3 horas, 51 minutos e 47 segundos.

Com isso, a militar mantém o melhor resultado do Brasil no ranking mundial, além de acumular o bronze no último Pan-Americano. Mas, quem vê a felicidade da militar não sabe como foi a trajetória para chegar até o melhor índice brasileiro. Apesar de já ter passado por outros esportes, como a natação, a Sargento Flávia investiu no ciclismo apenas aos 25 anos. “É um esporte que eu me apaixonei e quis buscar o tempo perdido. E foram os outros esportes que me ajudaram a chegar até aqui”, comenta sobre a rotina exigida para ser uma esportista.

Quando ingressou na FAB, a atleta conseguiu exercer ainda mais a disciplina já adquirida no esporte. O patriotismo, para ela, se tornou algo concreto quando viu brasileiros torcendo na prova. “Pude representar bem o meu País, bem a Força Aérea, e agradeço de coração o apoio”, finaliza.

(CECOMSAER/ FM)

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