Saudação do Chefe do DCT em ocasião ao aniversário do Comandante do Exército

Caxias enfrentou duras batalhas durante a sua exemplar vida de soldado. Cisplatina, Balaiada, Revoltas Liberais, Revolução Farroupilha, Guerra da Tríplice Aliança, dentre muitas outras não menos importantes. A labuta do dia-a-dia, durante anos a fio, dedicando toda a sua vida ao País e ao seu Exército, infelizmente, corroeram- -lhe as cartilagens, turvaram-lhe os olhos, enfraqueceram seus ossos, reduziram-lhe os movimentos, mas nada disso o impediu de, montado em seu cavalo, sob o fogo e a metralha inimigos, atravessar a ponte sobre o arroio Itororó e conduzir seus homens à vitória que mudaria os destinos do maior conflito armado já visto na América Latina.

EB ITAIPU

São quase 150 anos que nos separam deste fato histórico, ocorrido no dia 08 de dezembro de 1868, entretanto, tudo isso não poderia ser mais atual. O exemplo de Caxias renasce com nosso comandante.

A doença que o aflige e limita sua liberdade de ação, sequer desbota o seu sorriso pela satisfação das inúmeras missões cumpridas por nossos militares por todo o Brasil e no exterior; nem mesmo lhe ofusca o brilho dos olhos ao testemunhar o retorno glorioso de nossos soldados do Haiti; nem causam um só arranhão n’alma ao vê-lo receber o facão do guerreiro de selva, tropa que o senhor teve o orgulho de servir durante muitos anos e que para eles é distinto exemplo.

A dificuldade que o senhor enfrenta, ao contrário, multiplica o seu poder de combate, ao apontar com serenidade, conhecimento de causa e para quem quiser ouvir, nossas limitações e anseios.

Transita com facilidade e perspicácia em ambientes diversificados, atuando com extrema sabedoria entre marinheiros, aviadores, técnicos, empresários, juí- zes e parlamentares, levando a visão da Força Terrestre a todos os formadores de opinião.

Como se fosse um jovem da geração “Z”, um centenial, comunica-se proativamente com seus subordinados pelo Twitter, Instagram, Facebook, onde segue e é, por muitos, seguido.

Em síntese, lidera e representa com desenvoltura a instituição da República com maior índice de confiança entre todos os brasileiros: a nossa Força Terrestre.

Existe um poema escrito por um ex-aluno do CMPA, intitulado “O Tempo”, que diz:

“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira!

Quando se vê, já é Natal…

Quando se vê, já terminou o ano…

Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.

Quando se vê, passaram 60 anos!

Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas”.

Esse ex-aluno chamava-se Mário Quintana, um dos maiores poetas brasileiros. General VILLAS BÔAS! O senhor chega aos 66 anos de idade e todos nós aqui presentes atestamos que o senhor foi aprovado, com louvor, pela vida, pelo tempo dedicado à carreira que abraçou, que seu nome ficará marcado em letras douradas, definitivamente, na história do nosso glorioso Exército.

Érico Veríssimo, seu conterrâneo cruz-altense já dizia: “A vida começa todos os dias”. Ainda há muito o que caminhar. Com todo o respeito, o abraço fraterno de seus liderados. Muito obrigado.

Brasília-DF, 07 de novembro de 2017.

Gen Ex JUAREZ APARECIDO DE PAULA CUNHA Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia

(CCOMSEX/FM)

Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>