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SC Expo Defense 2022 fortalece e debate o futuro da Base Industrial de Defesa – Folha Militar On-line
SC Expo Defense 2022 fortalece e debate o futuro da Base Industrial de Defesa

SC Expo Defense 2022 fortalece e debate o futuro da Base Industrial de Defesa

Em dois dias, Florianópolis deixou de ser apenas a Ilha da Magia para se transformar também na Ilha da tecnologia e dos produtos de defesa. A capital catarinense tornou-se o centro de debates sobre o fortalecimento e o futuro da Base Industrial de Defesa (BID). A SC Expo Defense 2022 fez com que ministros de Estado, empresários, acadêmicos e representantes das Forças Armadas brasileiras se unissem para pensar em um bem-comum: o desenvolvimento tecnológico do Brasil na área militar.

No primeiro dia do evento (19/5), o Presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cesar de Aguiar, destacou que a parceria entre as empresas catarinenses e as Forças Armadas brasileiras se intensificou nos últimos anos. Aliás, uma das estratégias da FIESC é tornar a Base Industrial de Defesa (BID) mais robusta.

“Nós temos que desmistificar que o produto importado é melhor que o nacional. O Brasil já tem empresas de ponta de tecnologia e pode, sim, ser um grande fornecedor não só para as Forças Armadas brasileiras, mas também para outros países”, lembrou.

Um dos propósitos da SC Expo Defense 2022 foi impulsionar o desenvolvimento de industrias catarinenses para a produção de produtos de defesa, já que esse mercado possui enorme potencial para geração de empregos, aumento de renda per capta e poderá proporcionar um arrasto tecnológico na região. “Estamos muito satisfeitos com os resultados da Expo Defense. Esperamos que em 2024 ela seja ainda maior porque acreditamos no crescimento muito forte da relação harmoniosa entre as Forças Armadas e a indústria catarinense”, afirmou Mário Cesar de Aguiar.

Ministro da Defesa, Paulo Sérgio de Oliveira, faz pronunciamento na abertura da feira

Em seu discurso de abertura da feira, o Ministro da Defesa, Paulo Sérgio de Oliveira, observou que houve um crescimento do debate sobre os temas de defesa no Brasil e no mundo. Ele lembrou que a última guerra com participação das Forças Armadas brasileiras aconteceu há mais de 70 anos, porém o País não pode abrir mão de ter a Marinha, o Exército e a Força Aérea capacitados e em permanente estado de prontidão.

“O País precisa dispor de capacidades de dissuasão compatíveis com a sua estatura política, econômica e social. Isso para ser capaz de preservar a sua soberania, defender o seu território, proteger os seus interesses e garantir o desenvolvimento, a paz e a liberdade do seu povo”, garantiu.

Além disso, o Ministro defendeu a necessidade de se aumentar a participação do orçamento de defesa no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Entendemos que é mais que urgente discutir com a sociedade a meta de o Brasil alcançar 2% do PIB destinados à defesa, hoje cerca de 1,3%. Isso nós faremos no início de junho, eu e os Comandantes de Força. Nós estaremos presentes nas duas casas legislativas para falar sobre o nosso orçamento de defesa”.

Para ele, isso irá aquecer a economia, com a geração de mais empregos e melhora na renda dos brasileiros. “Metas mais ousadas podem ser atingidas por nossa indústria de defesa, contribuindo de forma incisiva para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Essa Base Industrial de Defesa tem sido um suporte dentro de um planejamento do Ministério da Defesa para que a gente possa criar empregos e renda. Com essas parcerias, podemos possibilitar novas tecnologias. Hoje, por exemplo, cerca de 20% do que se adquire das Forças Armadas tem origem em Santa Catarina”, reforçou.

Marinha do Brasil coloca helicóptero UH-15 em exposição do lado de fora do evento

Palestras na SC Expo Defense 2022

Na quinta-feira, (19/5), coube ao Contra-Almirante Paulo Cesar Demby Corrêa representar a Marinha do Brasil (MB) no ciclo de palestras das três Forças Armadas. Ele atualizou o público sobre o desenvolvimento tecnológico da MB, enquanto o General de Brigada Everton Pacheco destacou quais foram os principais equipamentos adquiridos pelo Exército Brasileiro (EB) nos últimos anos. Já o Coronel Aviador José Renato de Araújo discorreu sobre os projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em sua apresentação sobre a evolução da ciência e tecnologia na Força Naval, o Almirante Demby relembrou os feitos do Almirante Álvaro Alberto, fundador do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) e presidente da Sociedade Brasileira de Química (SBQ). Também revelou qual é a visão de futuro do Sistema de Ciência e Tecnologia da Marinha (SCTMB).

“Precisamos cuidar de uma Marinha que está sendo projetada hoje. A Marinha do amanhã e do futuro. Podemos não ter o melhor, mas precisamos ter algo nosso. Devemos ter recursos humanos altamente capacitados, infraestrutura compatível com o tamanho do Brasil e foco na redução da dependência externa. Estamos falando de uma gestão voltada à eficácia, à eficiência e à efetividade”, disse o Assessor de Relações Institucionais e Comunicação Social da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM).

Já o Diretor de Material do Exército, General Pacheco da Silva, afirmou que o Comando Logístico do EB (Colog) dispõe de orçamento anual de R$ 2 bilhões e que esse valor é destinado à aquisição de materiais para manutenção da Força. Isso inclui alimentos, uniformes, combustíveis, armas e munições, viaturas e materiais veterinários, entre outras despesas. Grande parte dessas aquisições é realizada em Brasília. Porém, alguns produtos podem ser comprados pelas Regiões Militares ou nas unidades operacionais, dependendo da natureza de cada insumo.

Além disso, o Chefe da Seção de Ciência, Tecnologia e Inovação e Acordos de Compensação da Aeronáutica, Coronel Aviador Araújo Costa, explicou quais são os principais projetos estratégicos da FAB. Eles foram divididos em três categorias: meios da FAB, infraestrutura aeroespacial e tecnologia aeroespacial. Um dos objetivos estratégicos dos projetos é garantir a soberania do espaço aéreo e melhorar o posicionamento geopolítico do Brasil.

Por outro lado, na sexta-feira (20/5), foram realizadas rodadas de negócios, em que os empresários puderam sanar dúvidas a respeito das normas e modelos de aquisições do setor de defesa. O intuito foi possibilitar aos industriais que iniciassem ou até ampliassem suas vendas para a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira.

Protótipo do caça Gripen da FAB é uma das atrações da SC Expo Defense 2022

SC Expo Defense 2022

A feira foi organizada pelo Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa) e pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O evento reuniu profissionais das áreas de Defesa, autoridades civis e militares, representantes governamentais e acadêmicos, com o objetivo de mostrar o que há de mais moderno em produtos e tecnologia de Defesa, promovendo a integração das Forças Armadas com a indústria e centros de tecnologia.

Entre os dias 19 e 20/5, a SC Expo Defense 2022 atraiu mais de 2.000 pessoas à Base Aérea de Florianópolis. Ao todo, aconteceram 18 simpósios e palestras. Os visitantes puderam conhecer 77 estandes e meios militares expostos dentro e fora da feira, como por exemplo, um protótipo do caça Gripen da FAB, um helicóptero UH-15 da Marinha e diversos veículos blindados do Exército.

(CCSM/FM)

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