Seminário debate a criação de Centro de Geoinformação de Defesa

Olinda (PE), 29/11/2014 – Criar um Centro de Geoinformação de Defesa capaz de atuar como unidade gestora da infraestrutura de dados espaciais produzidos pelas Forças Armadas e, simultaneamente, com aplicação civil. Essa foi a principal ideia em debate no I Seminário da Comissão de Meteorologia Militar e II Seminário da Comissão de Cartografia Militar, realizados nesta semana, na 3ª Divisão de Levantamento do Exército, em Olinda (PE).

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Geoinformação, ou informação geográfica, consiste no uso de dados espaciais com finalidade de localização. Na área de defesa, a ferramenta tem sido usada em conflitos armados, uma vez que, com ela, é possível gerenciar, analisar e produzir informações geoespaciais. Tal iniciativa também pode ser aplicada no planejamento de segurança em grandes eventos, por exemplo.

Durante o encontro, o vice-chefe de Logística da Defesa, general José Orlando Ribeiro Cardoso, destacou que o Centro de Geoinformação desempenhará um papel complementar ao já realizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Logística e Mobilização (SIGL-MD), que integra informações para possibilitar a interoperabilidade, ou seja, a capacidade de as três Forças Armadas atuarem de forma conjunta e articulada.

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“É aqui que podemos ver o que fazer no futuro para esta área. A geoinformação de defesa vai englobar tudo, inclusive a meteorologia, e estará alinhada ao SIGL-MD”, afirmou.

O desenvolvimento do Centro foi exposto pelo diretor do Instituto de Cartografia da Aeronáutica, coronel Augusto César de Souza Trindade. Na ocasião, ele explicou que a organização seria subordinada ao Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e atuaria como órgão permanente de assessoramento do ministério.

De acordo com o subchefe de Integração Logística do Ministério da Defesa, contra-almirante Alexandre Augusto Amaral Dias da Cruz,  o seminário possibilitou o avanço nos estudos acerca do tema. E completou: “Geoinformação, cartografia e meteorologia são de extrema importância para a Defesa”.

Infraestrutura e marco legal

Durante o encontro dessa semana, foi debatida a importância de se criar uma normatização especifica para o setor de infraestrutura e dados espaciais, que fosse capaz de assegurar o pleno funcionamento de sensoriamento remoto, cartografia militar e meteorologia de defesa.

De acordo com o coronel Omar Antonio Lunardi, da Diretoria de Serviço Geográfico do Exército, a infraestrutura consistirá numa base de dados única e compartilhada. Segundo ele, entre as determinações estabelecidas, está a criação de um comitê, com publicação dos integrantes em portaria ministerial. No documento deverá constar a definição e responsabilidades desses membros.

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“Em primeiro lugar, o comitê será responsável por realizar um diagnóstico das infraestruturas de dados espaciais das Forças, visitando produtores e usuários. Para isso, é fundamental que Marinha, Exército e Aeronáutica nos digam o que necessitam”, enfatizou o coronel.

O sistema poderá contar, ainda, com a participação das Polícias Federal e Rodoviária, além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Este projeto não é só da área militar. Futuramente, ele irá atender à sociedade. Estamos desenvolvendo algo novo”, finalizou o general Orlando.

FOTO: Tereza Sobreira

(MD ASCOM/ FM)

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