Seminário Internacional “13 anos do Brasil na MINUSTAH” reúne quase mil inscritos no CIASC

Um estudo profundo dos 13 anos da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) foi feito ao longo dos dias 28 e 29 de novembro, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), na Ilha do Governador, Rio de Janeiro (RJ).

Civis e militares durante o evento no CIASC

O propósito do Seminário Internacional “13 anos do Brasil na MINUSTAH: Lições aprendidas e novas perspectivas”, promovido pelo Ministério da Defesa, por meio da Marinha do Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), com a Academia Brasileira de Letras (ABL) e com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), foi analisar a participação brasileira na MINUSTAH, identificar as principais lições aprendidas e apresentar as perspectivas futuras para as Operações de Paz do Brasil.

O evento reuniu autoridades nacionais e internacionais, entre elas o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, antigos ministros de Estado, antigos Comandantes da Marinha, membros do Almirantado, o Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Ali Kalout, o Subsecretário-Geral do Departamento de Operações de Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, além de antigos Comandantes da MINUSTAH e da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, Embaixadores e personalidades do mundo acadêmico.

Civis puderam acompanhar de perto exercícios de tiro real

Aberto ao público, o Seminário contou a participação de quase mil inscritos, que puderam assistir a sete painéis sobre os seguintes temas: Os Primeiros Desafios – O Planejamento e o Início da Missão; O Brasil e as Operações de Paz antes da MINUSTAH; A MINUSTAH e os desafios humanitários; A MINUSTAH e a Questão do Uso da Força; O Preparo para as Operações de Paz Contemporâneas; A Logística do Brasil na MINUSTAH; O Brasil e o futuro das Operações de Paz após a MINUSTAH.

Além das palestras e debates, foram realizadas três demonstrações operativas, sendo duas em terra e uma no mar. As ações simularam situações reais em uma operação de paz da ONU, empregando lanchas, helicópteros e armamentos orgânicos do Corpo de Fuzileiros Navais. A demonstração no mar comportou Operações de Interdição Marítima, demonstrando de que forma a Força colabora com os serviços de repressão ao contrabando, descaminho e ao comércio ilícito. Já as ações em terra foram divididas em: Demonstração do Uso Gradual da Força e Pista de Tiro de Combate. O propósito deste tipo de adestramento é preparar a tropa para a utilização do emprego da força, de qualquer tipo, em último caso, quando todos os meios pacíficos de resolução de pendências (negociação, persuasão, etc.) falharem.

Seminário debate a atuação do Brasil na Minustah:

De acordo com o Comandante do CIASC, o Seminário teve fundamental importância na medida em que consistiu em um balanço completo de tudo o que ocorreu no Haiti ao longo dos 13 anos da missão de paz. “O Haiti estava à beira de uma guerra civil e, passados esses 13 anos, deixamos um país melhor. Tivemos, pela primeira vez na história do país, uma sequência de dois presidentes democraticamente eleitos. Antes era raríssimo um presidente conseguir concluir um mandato, quanto mais dois. Fizemos o melhor que podíamos para melhorar aquele país e a missão foi cumprida. Em termos de Brasil, também foram muitas as lições aprendidas, as Forças Armadas brasileiras estão mais treinadas e capacitadas para assumir novos desafios, bem como adquiriram um preparo maior para a própria defesa do país, que é a nossa missão precípua”, destacou o Almirante.

O seminário completo está disponível, em vídeo, no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo. Interessados podem solicitar mais informações pelo e-mail comsoc@cgcfn.mar.mil.br

(CCSM/FM)

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