Soldados brasileiros recebem homenagem do governo italiano

Brasília, 25/04/2018 – Na manhã desta quarta-feira (25), a comitiva brasileira e autoridades italianas deram prosseguimento às cerimônias cívico-militares em homenagem aos soldados brasileiros que lutaram em solo italiano durante a Segunda Guerra Mundial.

Logo no início da manhã, em Riva di Biscia, foi realizada uma solenidade em reverência ao sargento Max Wolff Filho, ícone da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Durante o evento, o ministro da Defesa interino, Joaquim Silva e Luna, destacou a bravura e determinação do militar brasileiro, que tombou como herói, à frente de sua patrulha. Em seguida, ele depositou flores no monumento e entregou uma panóplia à família proprietária do terreno onde foi erguida a homenagem.

Após a cerimônia, a comitiva seguiu para a sede da prefeitura de Montese, onde foi recebida pelo prefeito da comuna, Luciano Mazza, para um cortejo pelos monumentos para celebrar o 73º aniversário do Dia da Libertação da Itália.

Ainda durante o evento, o ministro realizou a imposição da Medalha da Vitória ao prefeito e aos escritores Giovanni Sulla e Walter Bellisi, autores de relevantes obras sobre a participação brasileira na Segunda Guerra.

Em seu discurso, Silva e Luna destacou a afeição entre os pracinhas brasileiros e a comunidade local durante a luta em Montese: “desde o início das operações terrestres e aéreas, a FEB e o 1º Grupo de Caça foram muito bem acolhidos pelo povo italiano com atos de simpatia e amizade. Reciprocamente, em inúmeras ocasiões, nossos militares dividiram as suas roupas e comidas com as famílias italianas mais humildes e oprimidas, por livre e espontânea vontade”. E concluiu reverenciando a soberania e aqueles que se sacrificaram e até doaram suas vidas na resistência em Montese: “comemoremos então todos juntos, brasileiros e italianos, a libertação da Itália. E fiquemos atentos, já que o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Quem foi o sargento Max Wolff Filho

O sargento Max Wolff Filho alistou-se voluntariamente para compor a Força Expedicionária Brasileira, em 1944. Logo tornou-se popular entre a tropa, pelo destemor nas missões e a forma agregadora de liderar seus subordinados. Sua participação em todas as ações de combate de sua Unidade no ataque a Monte Castelo lhe valeram a alcunha de o “Rei dos Patrulheiros”.

Em 12 de abril de 1945, em Biscaia, região de Montese, a menos de um mês do encerramento da guerra foi atingido por rajadas de metralhadora pelos alemães. Deixou um legado de heroísmo e registrou seu nome na história. Seus restos mortais repousam no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro (RJ).

A libertação em Montese

Montese foi a localidade mais devastada da Itália na 2º Guerra Mundial: 833 casas destruídas, 199 civis mortos, 700 feridos e mutilados, montes de escombros nas ruas, silêncio de homens exaustos – nenhuma casa ficou intacta.

Depois de 6 longos meses de batalha, a FEB conseguiu romper o último bloco de resistência da Linha Gótica, quando Montese foi liberada.

(MD ASCOM/FM)

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