Solenidade, Exposições e a “Corrida da Biela” enalteceram as comemorações no Dia do Material Bélico

Barueri (SP) – O 22° Batalhão Logístico Leve sediou, no dia 30 de outubro, a Festa Nacional do Quadro de Material Bélico. O evento comemorou, em âmbito nacional, o Dia do Quadro de Material Bélico, data marcada pelo nascimento de seu Patrono, Tenente-General Carlos Antônio Napion, nascido em 30 de outubro de 1757, em Turim, na Itália.

Durante a formatura alusiva à data, na Festa Nacional do Quadro de Material Bélico, diversas Organizações Militares prestigiaram o evento, como o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo (CPOR/SP), a Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), o Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), o 22º Depósito de Suprimento (D Sup), o 2º Batalhão Logístico Leve (2º B Log L) e o Batalhão de Manutenção e Suprimento de Aviação do Exército (Btl Mnt Sup Av Ex).

A formatura foi presidida pelo Comandante Militar do Sudeste, General de Exército João Camilo Pires de Campos, e contou com a presença de outras autoridades, como o Comandante do Centro de Operações Logísticas ,General de Divisão Eufrásio; Comandante da 2ª Divisão de Exército, General de Divisão Diniz; Comandante da 2ª Região Militar, General de Divisão Adalmir; além da presença de outros comandantes e diretores de Órgãos de Segurança Pública, como o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil Municipal e Departamento Municipal de Trânsito de Barueri (SP).

Os Militares da Família Cinza-Aço participaram da já tradicional “Corrida da Biela”, na qual se sagrou campeã a equipe da Escola de Sargentos de Logística. O 22º D Sup alcançou a segunda colocação e o 22° B Log L ficou com a terceira posição. Após a formatura, outra atividade que encantou os convidados foi a apresentação do 17º Batalhão Logístico, de Juiz de Fora (MG), com a desmontagem e montagem de um Jeep em menos de 6 minutos. A equipe de Manutenção Leve do Batalhão Aeromóvel apresentou as capacidades do Caminhão Oficina em operações de apoio logístico aos presentes. Para encerrar as comemorações, viaturas antigas da Polícia Militar do Estado de São Paulo e veículos militares utilizados na Segunda Guerra Mundial e da Sociedade dos Amigos do Exército em São Paulo desfilaram no pátio.

Em suas palavras, o Comandante Militar do Sudeste, General de Exército Campos, destacou que “sem o trabalho da previsão, da provisão e da manutenção não haverá triunfo no combate”. O General Campos ainda ressaltou que, na região de Barueri, onde existiam as Fazendas Barueri e, próximo a ela, a Fazenda Ipanema, era o local onde estava localizada a maior unidade fabril de material para guerra no Brasil, a Real Fábrica de Ferro de São João do Ipanema-Fundação Ipanema do Coronel Mursa. A fábrica produziu tubos e munições para a Segunda Guerra Mundial. Durante a formatura, após a canção do material bélico, os oficiais-generais do QMB colocaram uma corbelha de flores no busto do Tenente-General Napion.

Diversos veículos civis e militares e seus equipamentos foram expostos na parte interna do Batalhão. Viaturas antigas da Polícia Militar de São Paulo, caminhão do corpo de bombeiros com a escada magirus, viaturas históricas empregadas na Segunda Guerra Mundial, motocicletas dos batedores da 2º Batalhão de Polícia do Exército (2º BPE) também abrilhantaram o evento, ao lado de peças de aviões, de uma Aeronave da Aviação do Exército e de uma exposição temática dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – FEB, com equipamentos de comunicação, uniformes, utensílios e de divulgação da época.

História

O Exército Brasileiro criou o Quadro de Material Bélico (QMB) em decorrência da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Segundo estudiosos de história militar, a última grande guerra teria sido vencida, principalmente, pela Logística. Graças a esta, os blindados de Patton e as viaturas de Bradley mantiveram-se em estado permanente de disponibilidade. Essa eficácia operacional resultou na capacidade dos exércitos aliados de manterem seus veículos em funcionamento quase ininterruptamente. A Força Expedicionária Brasileira pôde comprovar, naquela ocasião, esses exemplares padrões de manutenção e suprimento. Portanto, dessas lições históricas veio a criação do QMB.

O Quadro de Material Bélico

O QMB realiza o apoio logístico voltado para a manutenção do material bélico, principalmente, os armamentos, as viaturas e as aeronaves. Inclui-se aí o suprimento de peças e conjuntos de reparação destinados a esses materiais. Cuida ainda do suprimento de combustíveis, óleos, graxas e lubrificantes para motores e máquinas.

O Patrono

O patrono do Quadro de Material Bélico é o Tenente-General Napion. O QMB foi criado em 4 de novembro de 1959 com o propósito de “reunir, oficiais e praças que exerçam funções relativas a pesquisa, estudo, fabricação, recuperação, armazenamento e manutenção do material bélico: armamento, munições e explosivos, material de guerra química, instrumentos e equipamentos de observação e direção de tiro, viaturas, combustíveis e lubrificantes”.

A origem do Símbolo

Suas origens remontam ao Brasil Colônia, quando se organizou uma estrutura de manutenção do material militar para o Exército Colonial. A inexistência de estabelecimentos fabris acarretava grandes dificuldades para as atividades de manutenção e suprimento de armas e demais petrechos de guerra. Diante dessa realidade, em 1762, foi fundada, no Rio de Janeiro, a primeira unidade específica de Material Bélico, denominada “Casa do Trem”, cujo brasão de armas estavam sobrepostos dois canhões coloniais cruzados, os quais, atualmente, são ostentados nos uniformes daqueles que integram o Quadro de Material Bélico do Exército Brasileiro.

(CCOMSEX/FM)

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