Um Olhar SOAMARino sobre a DHN

Um Olhar SOAMARino sobre a DHN

“ Restará Sempre Muito o que Fazer “

Um programa de visitas de estudo tem levado Soamarinos do Rio a diversas organizações da Marinha. Desta vez vamos conhecer o que existe por trás das 3 letras D H N, o que para a maioria de nós ainda se reveste de alguma incerteza quanto às missões, que entretanto sabemos relevantes.

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Embarcamos no Cais da Bandeira, honrados com a c ompanhia do VICE- ALMIRANTE PAULO CEZAR DE QUADROS KUSTER., Comandante do 1º. DN. A lancha Bode Verde faz a travessia em uma fração do tempo que seria necessário por via terrestre. Logo desembarcamos no cais do Complexo Naval da Ponta da Armação – Niterói – Rio de Janeiro, onde são prestadas as honras regulamentares ao Comandante do Distrito, com os sinais de apito sobrepondo-se ao ruído branco ao longe, e o vento da baia fazendo tremular a Bandeira do Brasil e as flamulas indicativas no mastro principal. Em seguida a comitiva recebe as boas-vindas do Vice-Almirante Antônio Reginaldo Pontes Lima Junior acompanhando pela Oficialidade.

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No auditório o Vice-Diretor CMG Giucemar discorre sobre a missão desta OM multidisciplinar e multitarefa, que presta um sem número de serviços, herdeira do legado de ilustres hidrógrafos.

O COMPLEXO NAVAL DA PONTA DA ARMAÇÃO abriga além da DIRETORIA DE HIDROGRAFIA E NAVEGAÇÃO o GRUPAMENTO DE NAVIOS HIDROCEANOGRÁFICOS, CENTRO DE SINALIZAÇÃO NÁUTICA ALMIRANTE MORAES REGO (CAMR), CENTRO DE HIDROGRAFIA DA MARINHA (CHM) e a BASE DE HIDROGRAFIA DA MARINHA EM NITERÓI (BHMN).

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A Hidrografia está presente na Historia do Brasil já desde que pela primeira vez as caravelas de Cabral lançaram o prumo em nossas costas, apurando a profundidade em braças na Baia de Todos os Santos, como descrito no magnifico Espaço da Memória Histórica no térreo da Casa d`Armas da Ponta da Armação, que data de 1644.

Imensa foi a contribuição da Casa para a Marinha e para o Brasil, desde os idos da Repartição dos Pharois, Repartição Hidrographica, Repartição Central de Meteorologia, tempos heroicos do Barão de Teffé e do CF Vital de Oliveira, cartas náuticas desenhadas a nanquim e nada mais, uma época incrível sem a profusão da atual parafernália tecnológica, do GPS ao ecobatimetro multifeixe, siglas misteriosas … DGPS, VTS, BATHY, HPD …, apoiando com precisão e alta tecnologia o Poder Naval, guardião da Amazônia Azul com suas cartas agora eletrônicas, publicações náuticas e informações marítimas.

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No quadro dos antigos comandantes, se destacam eminentes nomes de Chefes Navais, como o Alte Maximiano (CAHO-74), Diretor de 1979-1984, hidrógrafos que se tornaram Ministros e Comandantes da Marinha, Ministros do STM, Chefes do EMA, que durante quase 1 século e meio vem conduzindo a Casa, desde as primeiras instalações na Rua de Bragança, atual Conselheiro Saraiva, passando pela D. Manuel, Ilha Fiscal e aqui desde 1983.

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Em seguida a palestra, visitamos o H-40 – NOc ANTARES, onde o comandante CF Marcus Vinicius Almeida Silveira apresenta o navio, construído na Noruega em 1984, mas que parece recém-saído do estaleiro. Visitamos o camarim de navegação e os 2 laboratórios da popa, tendo uma visão geral do navio.

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De lá fomos conhecer a Divisão de Cartografia onde são produzidas as cartas , e a moderníssima e gigantesca impressora Heidelberg, de altíssima velocidade e capacidade. De última geração, opera a partir de placas metálicas gravadas, uma técnica nascida com os antigos mimeógrafos. Mais que impressora, é um verdadeiro super-computador que imprime.

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Vai terminando a breve mas agradável e proveitosa convivência. O tempo passou mais depressa do que gostaríamos. O almoço realiza-se na mesma Praça d’Armas que um dia existiu a bordo do Saldanha da Gama, removida tábua por tábua da embarcação, hoje estando anexa ao Espaço de Memória.

A visita foi compacta mas intensiva, quando tivemos a oportunidade de conhecer as inúmeras e multidisciplinares fainas desenvolvidas a bordo da DHN, 3 letras que antes se revestiam de certo mistério para nós, mas que agora transmitem relevante significado.

Partimos. Ao afastar-se a embarcação do cais, levamos como ultima lembrança o Pavilhão Nacional tremulando no mastro, e a inscrição.

(Colaborador: Prof. Israel Blajberg/ FM)

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