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Veleiros portugueses refazem travessia histórica do Atlântico – Folha Militar On-line
Veleiros portugueses refazem travessia histórica do Atlântico

Veleiros portugueses refazem travessia histórica do Atlântico

No ano em que o Brasil completa o bicentenário de sua independência, também é comemorado o centenário da primeira travessia do Atlântico feita por hidroavião. Esse feito foi alcançado, em 1922, por dois oficiais da Marinha portuguesa, o Almirante Gago Coutinho e o Capitão de Mar e Guerra Sacadura Cabral, em homenagem ao centenário da independência do Brasil. A fim de homenagear essa travessia, um grupo de velejadores portugueses decidiu repetir o percurso, visitando os mesmos pontos da expedição realizada há cem anos.

A expedição “Lusitânia”, composta por 13 pessoas em 6 veleiros, chegou na última segunda-feira  (16) no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE), onde está promovendo palestras sobre o centenário da travessia de Coutinho e Cabral e sobre a preservação dos oceanos. No dia 18, o comandante do veleiro Anixa 2, José Mesquita, ministrou palestra no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, como parte da Ação Cívico-Social (ACiSo) que a Marinha do Brasil está promovendo no arquipélago.

O comandante José Mesquita falou sobre o centenário da expedição e sobre a preservação dos oceanos – Imagem: MN Bezerra

Leia mais sobre a ACiSo no Arquipélago de Fernando de Noronha.

Visita ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Antes de chegar a Fernando de Noronha, a expedição passou pelo Arquipélago de São Pedro e São Paulo (PE), na última quinta-feira (12), onde foi recebida pelo Navio-Patrulha (NPa) “Guaíba” e pelos residentes da estação científica das ilhas. O navio partiu da Base Naval de Natal (RN) para apoiar a equipe da estação e receber os velejadores.

Há cem anos, o arquipélago tornou-se parte importante do itinerário dos oficiais portugueses, pois, ao serem surpreendidos por condições climáticas adversas no caminho para Fernando de Noronha, sua aeronave foi avariada e tiveram que aguardar apoio no arquipélago brasileiro situado no meio do Oceano Atlântico.

O comandante José Mesquita relatou, em seu diário de bordo, como foi a experiência de chegar às ilhas. “Às 8h30 chegamos a São Pedro e São Paulo. Ver o Navio-Patrulha ‘Guaíba’ à nossa espera e a aproximação da frota ao navio foi um momento de extrema emoção. Depois, durante o dia, as emoções sucederam-se porque para além de nos terem reabastecido, o comandante do Guaíba veio a bordo do Anixa 2”.

NPa Guaíba recepcionou a expedição no Arquipélago brasileiro situado no Atlântico – Imagem: 2ºT Bruno Borges

A expedição Lusitânia

O grupo partiu de Lisboa, em Portugal, e já passou pelas Ilhas Canárias e Las Palmas, na Espanha, e Cabo Verde antes de seguir para o Brasil. Após sua estadia em Fernando de Noronha, a expedição visitará ainda Recife (PE), Salvador (BA) e Vitória (ES) antes de chegar ao seu destino final, o Rio de Janeiro (RJ).

Monumento em homenagem aos aviadores em Niterói (RJ) – Imagens: CAlte (FN) Elkfury
(ccsm/fm)
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