Voluntários da Guarnição de Aeronáutica de Natal produzem 3.500 máscaras de proteção

Uma mobilização de voluntários militares e civis da Guarnição de Aeronáutica de Natal (GUARNAE-NT) resultou na produção de mais de 3.500 máscaras de proteção respiratória, que foram distribuídas para todo o efetivo da Força Aérea Brasileira (FAB) em Parnamirim (RN), de aproximadamente 2.700 pessoas. A totalidade dos setores foi contemplada, nos dias 11 e 12 de maio. O excedente de cerca de 700 máscaras foi entregue ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (SENAI-RN), apoiador da iniciativa. O SENAI-RN disponibilizará os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para prestadores de serviços públicos, como garis e coveiros.

Atendimento ao público

Setores que atuam no atendimento ao público e aeronavegantes foram os primeiros a receber os EPIs. O Cabo Especialista em Comunicações George Eduardo Costa da Silva conta que além das medidas implementadas na FAB para redução de documentos físicos no Protocolo Geral do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), a proteção é essencial, devido ao atendimento ao público, tanto interno quanto externo. “Os nossos militares que fazem estafeta circulam em vários setores, além dos Correios e órgãos públicos, para entregar os documentos que não podem ser veiculados apenas em meio digital”, diz o militar.

Segurança e defesa

Também foram distribuídas máscaras às equipes de serviço de segurança e defesa, cujo uso é obrigatório desde o início da crise pandêmica. Para a Sargento Especialista em Elétrica e Instrumentos Rossana do Nascimento Sá, que tira serviço de Comandante da Guarda ao Portão Principal da Ala 10, a distribuição dos EPIs foi muito importante para manter a segurança da equipe e o foco no serviço.

“Eu percebo a preocupação dos soldados em manter a higiene das mãos e o distanciamento dos veículos. A máscara dá ainda mais tranquilidade para eles trabalharem. Essa iniciativa dos nossos superiores nos incentiva a ser mais cuidadosos e, nesse momento, quanto mais cuidado melhor, tanto conosco quanto com os outros”, completa a graduada do Grupo de Logística da Ala 10.

Área operacional

Até no ambiente operacional foi adotado o uso da máscara. No Esquadrão Falcão, que realiza missões de busca e salvamento, máscaras de proteção e bala clava já fazem parte dos equipamentos de proteção individual previstos. Ainda assim, a máscara de proteção respiratória passou a ser utilizada durante treinamentos e cursos, como forma de minimizar ainda mais o risco de contágio entre os militares, cuja atividade não permite o distanciamento social.

O Sargento Mecânico de Aeronaves Rodrigo Cezar de Souza Monçores, homem de resgate do Esquadrão Falcão, foi um dos primeiros a se voluntariar para a produção das máscaras e serviu de exemplo para outros militares de sua Unidade que passaram a ajudar na ação.

“Estou ajudando a confeccionar a máscara porque eu já sei costurar e vi que tinha necessidade de mais pessoas para a produção”, conta o Sargento Rodrigo.

O militar explica que há uma exigência física para se adaptar ao uso de máscara durante todo o tempo de treinamento, mas que todos aderiram porque entendem a necessidade de se proteger. “A máscara aumenta a desidratação e obstrui o fluxo de ar. Como nossa atividade às vezes é bastante aeróbica, ela dificulta um pouco e faz com que a gente fique fadigado mais rápido. Normalmente, num resgate, nós usaríamos máscara somente a partir do momento em que temos contato com a vítima, mas nos treinamentos nós usamos o tempo todo”, explica o militar.

Produção voluntária

A ação, iniciada pelos Comandantes das Unidades da FAB em Parnamirim (RN), teve grande adesão de voluntários e extrapolou a expectativa de produção.

O trabalho teve início em 6 de abril, com a primeira doação de material para fabricação de máscaras de TNT triplo. A partir daí, o GAP-NT firmou parceria com o SENAI-RN para disponibilizar uma Unidade Móvel de Capacitação, instalada dentro da área da Ala 10 e equipada com 11 máquinas de costura reta e uma overloque. Mais de 50 pessoas aderiram à iniciativa e cerca de 30 foram capacitadas e passaram a utilizar a Unidade para produzir os EPIs. A expectativa é de que o trabalho não pare enquanto houver necessidade de fornecimento de máscaras, principalmente para militares e agentes públicos de outros setores da sociedade.

Fotos: Tenente Juliana Lopes, Tenente Jonathan e Cabo Simplício

(CECOMSAER/FM)

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