Wagner destaca a importância do prêmio Jovem Cientista para a comunidade científica

Brasília, 15/09/2015 - O ministro da Defesa, Jaques Wagner, participou na terça-feira (15), em Brasília, da solenidade de entrega de premiação da 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista, que contemplou 12 pesquisadores, estudantes e instituições de ensino do país que desenvolveram soluções inovadoras sobre o tema “Segurança Alimentar e Nutricional”.

Jaques Wagner participou da solenidade de entrega de premiação da 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista

Jaques Wagner participou da solenidade de entrega de premiação da 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista

“Esse prêmio Jovem Cientista representa não só o reconhecimento do esforço de cada jovem estudante, pesquisador, professor e orientador, como de toda comunidade científica brasileira, que se empenha em realizar avanços superando as dificuldades e vencendo os novos desafios”, disse o ministro Jaques Wagner.

Em solenidade no palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Hernan Chaimovich,  destacaram a importância de valorizar e promover a ciência, pesquisa e inovação no Brasil.  Do total de 1.920 pesquisas inscritas nesta edição, 341 disputaram a categoria mestre e doutor, 274 a de ensino superior, e 1.305 trabalhos concorreram na categoria ensino médio.

O Prêmio Jovem Cientista foi criado em 1981 numa iniciativa do CNPq em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Gerdau e da BG Brasil e é considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos cientistas brasileiros.

A presidenta Dilma Rousseff destacou que os vencedores dessa edição estão “semeando ideias inovadoras” e representam, para o país inteiro, o papel que uma juventude engajada em uma trajetória de construção do conhecimento pode alcançar. “A ciência transforma o mundo e é por isso que nós devemos dar tanta atenção no Brasil à questão da ciência, tecnologia e inovação [CT&I]“, afirmou.

Prêmio

Entre os trabalhos contemplados estão um produto que permite ao consumidor identificar fraudes no leite; um modelo inovador de agricultura urbana, que oferece um sistema sustentável de produção e aproxima os consumidores dos produtores; e um estudo sobre a castanha-do-brasil como fonte de suplementação de selênio para idosos, que se revela importante aliado na prevenção do mal de Alzheimer.

Na categoria ensino médio, a campeã foi Joana Meneguzzo Pasquali, do Colégio Mutirão de São Marcos, em São Marcos, Rio Grande do Sul, com a pesquisa “Detectox – Kit detector de substâncias tóxicas no leite UHT”. Na categoria ensino superior, o campeão foi o estudante Deloan Edberto Mattos Perini, da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), de Erechim (RS), com a pesquisa “Modelo de agricultura urbana como inovação no processo de abastecimento de alimentos em cidades de pequeno porte”.

Na categoria mestre e doutor, a doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), Bárbara Rita Cardoso, foi a grande vencedora, com a pesquisa “Efeitos do consumo de castanha-do-brasil (Bertholetia excelsa H.B.K) sobre a cognição e o estresse oxidativo em pacientes com comprometimento cognitivo leve e a relação com variações em genes de selenoproteínas”. Segundo a pesquisadora, uma unidade diária da castanha-do-brasil pode contribuir para a redução do risco da doença de Alzheimer.

Um desses jovens talentos – revelados pela 28° edição do prêmio – é a estudante Joana Pasquali do Colégio Mutirão de São Marcos, do município de São Marcos, no Rio Grande do Sul. Vencedora da categoria Ensino Médio, Joana desenvolveu uma fita capaz de identificar substâncias que indicam adulterações no leite, após a divulgação de um esquema de adulteração do produto, no Rio Grande do Sul, que teve repercussão em todo o país.

Quem também considera que o Prêmio Jovem Cientista tem aberto portas para sua carreira acadêmica é o estudante de Arquitetura e Urbanismo, Deloan Mattos Perini, da Universidade Federal da Fronteira Sul, do município de Erechim. Deloan venceu a categoria ensino superior do Prêmio Jovem Cientista.

O estudante gaúcho desenvolveu um projeto de agricultura urbana, que procurou aliar o aproveitamento de imóveis desocupados de sua cidade com a produção de alimentos orgânicos. Segundo Deloan, “a ideia do projeto veio com objetivo de aproximar as pessoas dos alimentos orgânicos, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas e de requalificar os espaços urbanos”.

Já a preocupação com a garantia da saúde diante do envelhecimento populacional foi o que motivou  a Doutora Bárbara Rita Cardoso,  da Universidade de São Paulo (USP) a estudar os efeitos do consumo da Castanha do Brasil – como foi rebatizada a Castanha do Pará – para a redução do risco do desenvolvimento do Mal de Alzheimer para pacientes na terceira idade. Bárbara foi vencedora da premiação na categoria mestrado e doutorado.

“Nós sabemos que a doença de Alzheimer é uma doença muito prevalente hoje em dia e a tendência é que a prevalência aumente, uma vez que a população está envelhecendo. Quando nós conseguimos perceber intervenções alimentares que são simples de serem feitas e podem reduzir o risco para a doença, a população como um todo se beneficia”, afirmou em entrevista ao Blog do Planalto, destacando que – com o objetivo de evitar a doença – garante sua Castanha do Brasil diariamente.

Foto: Gilberto Alves/MD

(MD ASCOM/ FM)

 

 

 

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