Cadetes da Academia da Força Aérea realizam treinamento de evasão

Cadetes da Academia da Força Aérea realizam treinamento de evasão

Os 144 cadetes do 4º Esquadrão da Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), realizaram a Operação Teseu, exercício de Busca e Salvamento em Combate (CSAR) – Módulo Evasor, no período de 13 a 21 de novembro. Trata-se de uma simulação de resgate de qualquer militar após uma ejeção ou pouso forçado em território hostil.

O objetivo dos cadetes era alcançar um ponto seguro para serem resgatados

O exercício ocorreu em uma área de 65 km². Os cadetes têm por objetivo alcançar um ponto seguro para serem resgatados. Para isso, é necessário colocar em prática táticas e procedimentos pautados em resoluções internacionais para a situação de sobrevivência em combate e abandono de área hostil.

“O responsável por apresentar a doutrina CSAR é o 2º/10º GAV, Esquadrão Pelicano. São realizadas palestras e oficinas em que se ensina qual deve ser a conduta do evasor, sinais e gestos adotados nessa situação e eliminação de vestígios para evitar um possível rastreamento”, explicou o Major de Infantaria Marcelo Ferreira dos Santos, Chefe da Seção de Instrução Militar e um dos coordenadores da operação.

Preparação para infiltração

Buscando um maior realismo, algumas alterações foram realizadas este ano. “A principal mudança é o maior tempo na área. Eles foram infiltrados durante a madrugada e resgatados durante a noite, sempre com a utilização do óculos de visão noturna”, disse o Major Aviador Daniel Galvão de França, oficial de operações do exercício. “Se você cair em um território inimigo, a maneira mais furtiva para o deslocamento será à noite, é esse comportamento que esperamos do cadete. A ideia é que, a cada ano, a instrução fique mais próxima do real”, complementou.

Ao todo são mais de 150 militares envolvidos, procedentes das unidades da Força Aérea Brasileira (FAB) espalhadas por todo o País, entre esquadrões de asas rotativas, busca e resgate e unidades de infantaria. Cada grupo de cadetes é acompanhado por dois homens de resgate, responsáveis por avaliarem a aplicação da teoria, bem como proporcionar segurança ao exercício. A área também recebe um grupo fictício de militares realizando o papel de inimigos, na intenção de encontrar os evasores, de modo a trazerem mais realismo à atividade, aumentando o nível de estresse dos cadetes, que caso capturados poderiam até ser afastados do exercício.

A missão não tem por objetivo apenas ensinar os cadetes, mas também manter o treinamento de homens de resgate, infantes e pilotos da própria Força Aérea. Durante o exercício foram utilizadas duas aeronaves H-60 Black Hawk dos Esquadrões Pantera (5°/8°GAV) e Harpia (7º/8º), uma aeronave H-50 Esquilo e um T-27 Tucano da própria AFA.

A missão também mantém o treinamentos dos homens de resgate

“O Esquadrão apoiou a operação com uma aeronave H-60 Black Hawk. Paralelo a isso, estávamos com uma tripulação preparada para apoio aeromédico”, ressaltou o Capitão Aviador Gabriel Amaro dos Reis Junior, do 5º/8º GAV. “O benefício para a nossa unidade é proporcionar essa proximidade dos cadetes com unidades operacionais, bem como a nossa elevação operacional, tendo em vista que os helicópteros estão aptos a realizar esse tipo de missão: a infiltração em um território inimigo e o resgate de um evasor em território hostil”, concluiu.

(CECOMSAER/FM)

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