Exército divulga balanço parcial da Operação Dínamo IV

Exército divulga balanço parcial da Operação Dínamo IV

Brasília, 01/06/2016 – A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), do Exército, divulgou na quarta-feira (01) um balanço parcial da Operação Dínamo IV, que consiste em intensificar as ações de fiscalização, controle, produção, armazenamento, comercialização e transporte de material explosivo e produtos correlatos. No primeiro dia da Operação, iniciada na terça-feira (31), foram realizadas 269 vistorias em pontos de bloqueio e controle de rodovias, além de locais de armazenamento e produção de artigos explosivos e materiais controlados.

Na quinta-feira (02), tropas do Exército, juntamente com equipes de agências governamentais, realizarão atividades de controle e fiscalização no entorno do Distrito Federal
Na quinta-feira (02), tropas do Exército, juntamente com equipes de agências governamentais, realizarão atividades de controle e fiscalização no entorno do Distrito Federal

Ao todo, foram recolhidas 2,5 toneladas de explosivos. A maior apreensão ocorreu no estado do Amazonas, com 1,9 tonelada. Também foram encontradas 10,6 toneladas de nitrato de amônia, um componente químico para a produção de fertilizantes que também é usado de forma legal na fabricação de explosivos de aplicação na construção civil, por exemplo. No estado do Paraná, registrou-se a maior apreensão deste componente químico, com 6,2 toneladas. A maioria do material apreendido tem problemas na documentação, transporte e armazenamento inadequado ou prazo de validade vencido.

A quarta edição da Dínamo, executada de forma interagências, com a participação das polícias militares, Polícia Federal, Ibama, Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos, ocorre em todo o território nacional. Cerca de 1.500 militares e agentes atuarão em todo o País até sábado (04).

De acordo com o diretor da DFPC, general Ivan Ferreira Neiva Filho, o trabalho é um esforço conjunto para intensificar as medidas de proteção da população e contribuir com a manutenção da segurança durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. “Essa integração entre os órgãos de segurança pública tem caráter preventivo e traz um ganho significativo em termos de resultado. A Operação Dínamo começou em 2013 para a preparação da Copa das Confederações e para a Copa do Mundo”, ressaltou o general Neiva.

Na quinta-feira (02), tropas do Exército, juntamente com equipes de agências governamentais, realizarão atividades de controle e fiscalização no entorno do Distrito Federal.

De acordo com o diretor, desde setembro do ano passado, houve uma intensificação na fiscalização de produtos controlados. Compete ao Exército controlar e fiscalizar materiais como armas de fogo, explosivos, produtos pirotécnicos e químicos, munição, bolsas de ar automotivas (airbags), blindagem de veículos e armas de eletrochoque. “Para realizar a Dínamo e outras operações, nós desenvolvemos uma estrutura chamada de Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados (SisFPC). Nós aproveitamos a capilaridade do Exército para implantar este sistema com mais de 300 organizações militares para fazer este trabalho”, afirmou Neiva.

Ainda segundo o general, as operações visam trazer segurança, dissuasão ao crime e gerar confiança na sociedade. Além da Dínamo, o Exército realiza mais duas operações: Rastilho e Azoto. Em setembro de 2015 e março de 2016, a Força Terrestre realizou, respectivamente, a Rastilho I e II, nas regiões centro-sul e do nordeste do País, com o objetivo de intensificar as medidas de fiscalização de explosivos. Em maio de 2016, aconteceu a Operação Azoto, que teve a finalidade de fiscalizar a produção, armazenamento, comercialização, transporte e utilização do nitrato de amônia. A atividade ocorreu em 15 estados, de forma integrada e simultânea, com o emprego de 80 equipes que fiscalizaram mais de 300 locais.

As operações são monitoradas pelo Centro de Operações de Produtos Controlados (COPCON), uma estrutura recém-criada pela DFPC, em Brasília, com o objetivo de aperfeiçoar a coordenação e o controle dos serviços de fiscalização de produtos regionais, distribuídos por todo o território nacional.

“A nossa preocupação é evitar o ilícito na cadeia produtiva do explosivo, desde a sua entrada no País, por meio de importação, e desvio de materiais para a prática criminosa”, comentou o diretor do DFPC.

Foto: Gilberto Alves/MD

(MD ASCOM/ FM)

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