Investimento em Defesa aumentou 10 vezes ao longo de 15 anos

Investimento em Defesa aumentou 10 vezes ao longo de 15 anos

Brasília, 20/05/2015 – De 2000 até este ano, os investimentos na área de Defesa aumentaram 10 vezes, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 11,4 bilhões. Os dados foram apresentados pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (20/05).

Sobre o aumento no salário dos militares das Forças Armadas, o ministro disse estar “consciente” da defasagem nos contracheques e lembrou que foi concedido aumento de 28,86% recentemente. “Prometo olhar a questão, assim como o auxílio moradia e o salário família. Não estou defendendo que está bom, mas estamos em processo de discussão.”

Ministro apresenta orçamento da Defesa em 2015
Ministro apresenta orçamento da Defesa em 2015

Falou, ainda, acerca da evasão de praças e oficiais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica pelos baixos soldos oferecidos na carreira. Em 2014, a Força Naval perdeu 78 militares, a Terrestre 104 e a Aérea 87. No entanto, segundo Jaques Wagner, trabalhar em uma dessas instituições ainda é algo almejado e atrativo para os jovens. “Na Aman [Academia Militar das Agulhas Negras], por exemplo, a relação de candidatos por vaga é de 20 para uma. Até no caso de um recruta, que ganha uma quantia simbólica, é grande a demanda.”

Um dos parlamentares que participava da audiência indagou o ministro sobre o alistamento militar obrigatório. Para responder à pergunta, ele pediu que o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, explicasse como é a disputada concorrência. Villas Bôas admitiu a necessidade de modernização do sistema, que já é bem antigo.

Jogos Olímpicos

Questionado sobre a criação de uma lei antiterrorismo no país, Jaques Wagner afirmou que, embora não tenha legislação sobre o assunto, o Brasil está em preparação, nesse sentido, para os Jogos Olímpicos Rio 2016. De acordo com ele, o país vem trocando informações entre bancos de inteligência internacionais. E está recebendo as experiências adquiridas em eventos desta natureza com a Inglaterra, França e Estados Unidos.

Ele deixou claro que a missão fundamental das Forças Armadas não é permanecer de maneira perene em ações de competência dos órgãos de segurança pública, como as polícias. “As Forças são a principal reserva de segurança do país, como acontece no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Existe essa consciência.”

Cooperação

As parcerias com países vizinhos e nações-amigas também foram foco da apresentação do ministro Jaques Wagner, durante a audiência pública. Ele destacou o apoio dado pelos brasileiros ao Haiti. De acordo com o titular, em dez anos de missão já foram aportados no Estado caribenho, cerca de R$ 2 bilhões.

A doação de equipamentos de defesa ao estrangeiro, conforme afirmou, “pode ser vista como algo perplexo”. “É uma realidade o repasse de materiais a outros países, mas são coisas que já têm mais de 20 anos de uso e estão defasados para nós. Muitos nem possuem peças de reposição, mas mesmo assim algumas nações aceitam”, explicou.

A audiência de hoje foi presidida pela titular da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputada Jô Moraes (PCdoB/MG), e contou com a presença dos comandantes das Forças, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira (Marinha); general Eduardo Dias Villas Bôas (Exército); e brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato (Aeronáutica).

Crédito: Jorge Cardoso/MD

(MD ASCOM/ FM)

 

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